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Poder executivo: porcentagem de mulheres nos gabinetes ministeriais

América Latina, Caribe e Península Ibérica (39 países): Participação de mulheres em gabinetes ministeriais, último período presidencial disponível (Em porcentagens)
Porcentagem de mulheres em gabinetes ministeriais durante o mandato de um Presidente ou Primeiro Ministro.

Análise

América Latina e o Caribe tiveram um aumento discreto na participação de mulheres nos gabinetes presidenciais considerando os últimos três períodos de governo. Nos países da América Latina, houve aumentos leves, com incrementos médios de 23,5% (antepenúltimo período), 23,9% (penúltimo período) e 28,7% (último ou atual período presidencial)
Os países latino-americanos que tiveram os maiores aumentos entre o penúltimo período e o atual são: Chile (+31,3 p.p), México (+26,3 p.p), Panamá (+19,1 p.p) e Argentina (+13,5 p.p). O caso do Chile é destacável já que, a partir de março de 2022, o país passa a ter um gabinete presidencial integrado por 58% de mulheres, o que o situa atualmente como o país com maior representação de mulheres a nível regional, seguido por Costa Rica (50%), México (44%) e Colômbia (41,5%). Os países da América Latina com menor participação de mulheres em seus gabinetes presidenciais são: Brasil (6,3%), Uruguai (10%) e Guatemala (11,5%). 
Nos países do Caribe, os aumentos em relação ao período anterior também foram leves, passando de 19,5% a 21,6% de mulheres nos 18 gabinetes analisados. Este aumento se explica pela maior presença de mulheres nos gabinetes presidenciais de Barbados (+25,6 p.p), Guiana (+20,6 p.p), Ilhas Virgens Britânicas (+20,0 p.p) e Anguila (+15,0 p.p), sendo este último o país do Caribe com maior proporção de mulheres em seu gabinete ministerial (40%), seguido por Guiana, com 36,4%, e Trinidade e Tobago e Dominica, ambos com uma participação de 33% de mulheres em seus respectivos gabinetes.