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Tempo de trabalho não remunerado segundo rendimentos próprios por sexo

América Latina (12 países): Tempo de trabalho não remunerado da população de 20 a 59 anos segundo rendimentos próprios por sexo, último período disponível (Horas semanais)
Tempo que dedica a população de 20 a 59 anos de idade ao trabalho não remunerado; isto é, ao trabalho que se realiza sem pagamento algum e se desenvolve majoritariamente na esfera privada. Mede-se quantificando o tempo que uma pessoa dedica ao trabalho para auto-consumo de bens, a tarefas domésticas e de cuidados não remunerados para o próprio lar ou para apoio a outros lares. Apresenta-se desagregado por sexo e pela condição que tenha a pessoa de apresentar rendimentos monetários individuais.

Análise

Ao analisar dois recursos cruciais para a autonomia econômica, como a renda e o tempo, observa-se que as assimetrias entre homens e mulheres têm um componente monetário, mas também têm um componente na alocação das atividades demandadas no lar que aumenta a diferença de gênero dentro destes.
No grupo de mulheres sem renda própria, o tempo de trabalho não remunerado excede entre 16% e 56% o tempo de trabalho não remunerado dedicado pelas mulheres que possuem renda própria.
Um aspecto a ser destacado para o desenho de políticas públicas é que, embora as mulheres reduzam sua carga de trabalho não remunerado ao obter uma renda própria, o que está associado à possibilidade de pagar por alguns serviços e produtos e ao uso do tempo no mercado de trabalho, a diferença de gênero não diminui. A diferença de horas destinadas ao trabalho não remunerado entre homens e mulheres permanece muito grande, mais do que o dobro na maioria dos casos. Essa dinâmica tem sido amplamente atribuída à discriminação e aos estereótipos tradicionais de gênero na atribuição do trabalho e em suas respectivas valorizações sociais.

Políticas que promovam o acesso das mulheres à renda própria podem afetar a diminuição de sua carga de trabalho não remunerada, mas se isso não for acompanhado pela abordagem de corresponsabilidade entre homens e mulheres na família, as desigualdades de gênero não poderão ser superadas em termos de redistribuição da carga total de trabalho.